Tradição em destaque.

TROPEIRISMO: TEMA DO MTG PARA A SEMANA FARROUPILHA 2018

Adari Ecker
Setembro 11/ 2018

                O tropeirismo é um fenômeno mundial, e aparece na época em que o principal meio para vencer distâncias era a tração animal. A atividade tropeira pertence à época das trilhas, caminhos estreitos e difíceis em lugar de estradas, quando os rios eram vadeados em passos [...].

                Significados:

                Vereda: Caminho estreito.

                Tropas: O termo tropa deriva do latim tropus-i, formando o latim bárbaro trupus, com significado de rebanho. Antenor Nascentes (português) dá como origem a palavra francesa troupe, bando de animais ou de pessoas. Assim a palavra tropa aplica-se também a grande número de soldados de qualquer arma. 

                Por volta de 1680 os portugueses fundaram Colônia do Santíssimo Sacramento, hoje em território do Uruguai. Era ponto de apoio para o comércio de gado, que foi iniciado pelo Coronel Português Cristóvão Pereira de Abreu, considerado o Patriarca dos Tropeiros no Rio Grande do Sul.

                Na Banda dos Charruas, Cristóvão Pereira de Abreu abatia gado e vendia graxa e chifres aos comerciantes que levavam estes produtos em navios para a Europa. Mais tarde, em parceria com Francisco Brito Peixoto instalaram uma Charqueada em Laguna. Os animais eram conduzidos da Banda Oriental e da Campanha do Rio Grande, pela primeira estrada aberta, ''o Caminho da Praia''.

                Depois, por volta de 1730, foram abertos novas estradas, ''o Caminho dos Conventos e o Caminho Real do Viamão'', por onde as tropas eram levadas.

                E foi no segundo e terceiros quartéis do século XVIII que as coisas começaram a se definir no Brasil Meridional. A partir daí os portugueses e seus filhos começaram a fazer o reconhecimento e a tomar posse definitiva do território.

                No ano de 1733 foram distribuídas as primeiras sesmarias e iniciadas as primeiras estâncias. Em 1736, o Coronel Cristóvão Pereira de Abreu deu início ao povoamento de Rio Grande.

                Em 1737, chegou de navio à Rio Grande o Brigadeiro José da Silva Pais, acompanhado de grande comitiva. Eram estratégias governamentais portuguesas para assegurar a posse das terras e garantir o comércio dos tropeiros de Laguna.

                Em 25 de julho de 1773, o Governador José Marcelino de Figueiredo comunicou a Câmara do Continente do Rio Grande que transferia de Viamão para Porto Alegre a sede do governo.

 

SURGE O GAÚCHO

 

                Em 1766, Louis Antôine de Bougainville, oficial, navegador e escritor francês, em viagem pela América do Sul registrou:

''Formou-se, desde alguns anos atrás, no norte do rio da Prata, uma tribo de cavaleiros que poderá converter-se em perigo para os espanhóis se não forem tomadas medidas urgentes para sua destruição. Seu número aumentou em virtude das mulheres tomadas dos índios e, começaram uma raça que vive de pilhagem. Se afirma que eles passam de seiscentos. A constituição étnica dos gaúchos registrados por Bougainville era de portugueses e espanhóis desertores, náufragos capturados pelos índios, negros escravos fugidos das fazendas e índios do pampa''.

                 Pois foi esse tipo de homem, denominado gaúcho, que depois incorporados nos exércitos de Espanha e de Portugal, contribuíram com coragem e determinação para que se definissem as fronteiras, bem como, auxiliaram nos serviços das fazendas e nas tropeadas.

                Esta importante e antiga profissão (tropeiros-cavaleiros) que transitavam em nossa região, pelo dorso da Coxilha do Albardão, pelo antigo Caminho Real das Missões, o qual passava exatamente no centro da cidade de Carazinho e, depois seguia pela atual Avenida Pátria (antiga Rua das Tropas) rumo a Pinheiro Marcado, onde se estabeleceu o Alferes Rodrigo Félix Martins, vindo de Castro, comprovadamente tropeiro desde 1814.

                O Alferes Rodrigo foi o primeiro morador desta região, então chamada de Jacuizinho, a qual abrangia todo o antigo território de Passo Fundo.

                Mas voltando as tropeadas, ressalto que há dois tipos de tropas. No primeiro, um grupo de tropeiros conduzindo regularmente manadas de muares, gado vacum e cavalos, do lugar de criação ou produção para os locais de utilização ou consumo.

                No segundo caso, a condução é de tropas arredas ou de cargueiros, compostos de grupos de animais com canastras ou bruacas, (cestas ou malas de couro cru) utilizadas para o transporte de objetos sobre o lombo das mulas.

                Consta que esta última tem sua origem na época dos jesuítas.

                Os tropeiros percorriam distâncias de seis a sete léguas por dia, ou seja, a distância da maioria das cidades da nossa região do Planalto Médio, isto é, distâncias de quarenta a quarenta e cinco quilômetros uma da outra, fixadas entre os pousos, que no tempo do tropeirismo eram percorridas diariamente por grandes comitivas.

                Há registros históricos que algumas tropas foram levadas até Minas Gerais e outras chegaram até Teresina, no Piauí. Trabalho de trecho longo e penoso.

                Portanto, o tropeirismo tornou-se uma prática corrente depois da destruição dos Sete Povos. Os animais ficaram soltos nos campos e voltaram ao estágio selvagem. Era uma fonte potencial de riqueza, pronta para ser transformada em dinheiro. Cientes disso, autoridades e empreendedores privados, principalmente de São Paulo, criaram as condições ideais para buscar estas riquezas.

                Os tropeiros viviam longe de suas famílias, sem conforto, percorrendo caminhos difíceis, atravessando rios caudalosos. Por onde passavam, foram fundando núcleos habitacionais que mais tarde transformaram-se em cidades. É o caso de Carazinho, que foi local de pouso de tropeiros.

                Em algumas cidades, como em Lages, na Lapa e em Curitiba, se constata que existem grandes monumentos homenageando os tropeiros. Nestes lugares, a população, as autoridades e os historiadores valorizaram as atividades dos pioneiros que transportaram o nosso progresso.

                Aqui no sul, onde se produziam os animais e iniciavam as tropeadas, praticamente não existem marcas daquela atividade.

                Entendemos que o tropeiro merece estudo aprofundado, pois desbravou os sertões, cortou campos, vadeou rios, enfim, foram peças chave no desenvolvimento da economia daquela época.

                A estrada aberta em 1816 pela expedição do Alferes Atanagildo Pinto Martins cortava os campos de Carazinho e ficou conhecida oficialmente como "Vereda das Missões", porém, os antigos tropeiros também a chamavam de ?Vereda das Tropas?.      Este antigo caminho era utilizado por tropeiros, mas também por comboios de carretas de bois para o transporte da erva-mate, que era levada para regiões de grande consumo, assim foi fixada esta nova rota em direção a Piratininga e Sorocaba, onde eram comercializados os animais (mulas e cavalos).

                A abertura desta estrada e o serviço de investigação da região pelo Alferes Atanagildo, que também foi tropeiro, propiciou um fluxo migratório de paulistas (paranaenses das região de Curitiba, Castro, Ponta Grossa, etc.) para o Planalto Médio do Rio Grande do Sul, quando ocorreu a criação de novos núcleos urbanos na região, que depois se transformaram em cidades como Cruz Alta, Santa Bárbara do Sul, Carazinho, Passo Fundo, Mata Castelhano, Caseiros, Lagoa Vermelha, Barracão, Vacaria e outras, ao longo de sua extensão e também em suas ramificações, como é o caso de Sarandi, Chapada, Palmeira das Missões, etc.

 

TROPEIRISMO E SUAS VEREDAS (DESDOBRAMENTO DE CAMINHOS)

                O Dr. Mozart Pereira Soares, no seu livro Santo Antônio da Palmeira, cita o seguinte:

 ''Presume-se também que esse caminho fosse o utilizado pelo tropeiro João José de Barros, em 1808, referindo-se a Estrada das Missões'' (PEREIRA, 1974, 102).

                 Há referências de vários historiadores de que a travessia pelo Caapi (caminho do mato) ocorreu no ano de 1819. Mas esta estrada é bem anterior. Ela é do tempo dos Jesuítas, os quais invernavam gado nos campos da Vacaria dos Pinhais (região de Lagoa Vermelha e Vacaria).

                 E corrobora a carta do Paulo José da Silva Gama, então Governador da Capitania de São Pedro (governou de 1803 a1809) a Fernando José de Portugal, então ministro do príncipe-regente D. João, demonstra a preocupação com a povoação e com a estrada que serviria a província de Missões:

''Depois de convocar e ouvir as pessoas inteligentes de forma que Vossa Excelência me ordenava no seu ofício de 23 de junho passado, preferiu-se decisivamente [138v] para trânsito de tropas de gado vacum e cavalar a estrada de Missões para a Capitania de São Paulo, do qual se ficam servido os tropeiros e de cuja comodidade e vantagem jamais duvidei, coibindo-me só a incerteza, em que até certo tempo vacilei, sobre o destino, que Sua Alteza Real seria servido dar àquela Província de Missões, a vista das fortíssimas reclamações dos espanhóis e ainda, para dar maior facilidade da dita passagem dos animais, mandei abrir uma picada em três léguas de mato que unicamente medeia no referido excelente caminho, havendo anteriormente e sobre tudo tomado todas as medidas e cautelas para a competente fiscalização do Reais Direitos. Deus Guarde a Vossa Excelência, Vila de Rio Grande, 24 de 0utubro de 1808. Ilmo. E Exmo. Sr. Dr. Fernando José de Portugal. Assina Paulo José da Silva Gama''. 

                Fica comprovado, portanto, que a estrada que ligava as Missões à Vacaria já existia e reforça a informação, transmitida pela tradição oral. Quando Atanagildo Pinto Martins veio definir a ?Vereda das Missões ou Vereda das Tropas? pelo Passo do Pontão, o seu irmão Rodrigo Félix Martins já conhecia a região, pois tropeava por aqui desde o ano de 1814. Há registros históricos comprobatórios sobre isto em Castro, conforme notas da historiadora Roselys Velloso Roderjan.

                Rodrigo Félix Martins, irmão de Atanagildo, dedicava-se a atividades político-administrativas em Castro, foi Vereador, Juiz, Capitão de Ordenanças, entre outras funções, mas concomitantemente exercia atividades de tropeiro.

                Raul Pont (pai), historiador de Uruguaiana, informa que os tropeiros, desde a fronteira, dirigiam-se para Alegrete, vadeavam o rio Ibicuí atravessando-o no Passo do Ipané, seguiam até o rio Inhanduí e dali ao Ibirapuitã, onde tomavam a direção do Cerro da Sepultura. Dali, tangendo tropas seguiam rumo aos campos do Loreto, logo chegando aos campos de São Vicente. Lá descansavam e se recompunham. Depois, seguiam para o Povinho da Boca do Monte (Santa Maria) e de lá para o Passo da Tronqueira, no rio Vacacaí. Passavam o vau de Santa Clara, outra vez no rio Toropi, que separava Santa Maria de Vila Rica (Júlio de Castilhos). Subiam então a Serra de São Martinho, onde foi aberta uma picada na mata que saía nos campos de Vila Rica.

                De lá, seguiam para Cruz Alta e, pela Estrada Real, até o Lagoão, onde faziam ronda na margem esquerda do rio, no campo que foi de Atanagildo Pinto Martins e que, em 1908, foi adquirido por Pantaleão Gonçalves da Silva.

                Lá a tropa fazia ronda, e depois seguia para São Manuel, Porongos, Figueiras e Santa Bárbara do Sul, onde atravessava o rio Jacuí Mirim no Passo Dois Irmãos, também conhecido como Passo do Pinheirinho, ganhando os campos de Alexandre Luiz da Silva, irmão do Barão de Antonina.

                Depois as tropas seguiam até Pinheiro Marcado, onde passavam entre as Fazendas Jacuizinho de José Antônio de Quadros, e São Benedito de Rodrigo Félix Martins. Dali para São Bento, onde passavam nas Fazendas de Bernardo Antônio de Quadros e de Antônio Pereira de Quadros, genros do Alferes Rodrigo, e logo alcançavam os Campos do Rodeio Colorado, de Braz Alves Martins e da Fazenda Carazinho de Claudino Alves Martins, depois adquirida por Honorato Amâncio de Quadros.

                As tropas então passavam pela Fazenda da Glória de Francisco Leandro Martins, filho do Alferes Rodrigo. E de lá seguiam pelo ''Campo do Marcondes'', fazenda de Francisco Marcondes de Quadros e de lá para Estância Nova, fazenda de Alexandre José da Motta, seguindo para Pulador no Rincão dos Mello, Passo Fundo, Mato Castelhano, Campo do Meio, Mato Português, Caseiros, Lagoa Vermelha, de onde seguia à esquerda, rumo ao Passo do Pontão, aonde chegavam ao posto de arrecadação.

                Depois que as tropas passavam o vau do Rio Pelotas, chegavam aos Campos Novos, em território do atual estado de Santa Catarina e, de lá, seguiam para Palmas até alcançar a antiga estrada rumo a São Paulo.

                Em 1846, depois de pacificada a Província (Revolução Farroupilha), o Barão de Antonina, Senador do Império e grande comerciante de tropas, que por relevantes serviços à coroa recebeu do Imperador a concessão da Fazenda do Sarandi e também campos nos atuais municípios de Chapada, Santa Bárbara, Carazinho e no Rincão de São Jacó, hoje Santo Augusto, tomou a iniciativa e fez tratativas junto às autoridades do Império, para abertura de uma nova estrada.

                Esta tarefa coube ao Alferes Francisco Ferreira da Rocha Loures, que realizou a abertura da estrada que segue praticamente o mesmo traçado da atual rodovia que liga Passo Fundo a Chapecó. A partir daí, a população estabelecida no Planalto Médio, conhecedora da região, abriu novos caminhos com o objetivo de encurtar ainda mais o trajeto das tropeadas.

                As tropas chegavam à Carazinho pela Rua das Tropas, hoje Avenida Pátria, e dali seguiam para Xadrez, passando o vau no rio da Várzea, e de lá seguiam pela Serra do Pontão até o Pulador de Sarandi, hoje conhecido como Esquina Natalino, onde alcançavam a estrada que demandava à São Paulo, passando por Nonoai.

                Algum tempo depois, as tropas chegavam a Pinheiro Marcado e seguiam até encontrar o Passo do Umbu, atravessando o vau no Rio da Várzea, localizado entre os campos de Alexandre Luiz da Silva e de Dona Balbina, viúva de Francisco Leandro de Quadros.  Este passo, primeiro foi denominado de ''Passo do Umbu'', mais tarde, em homenagem à proprietária das terras que correspondem ao atual município de Almirante Tamandaré do Sul, passou a ser chamado de ''Passo Dona Balbina'', e figura em documentos da divisão territorial do Município de Passo Fundo e de Palmeira das Missões.

                Este antigo passo no rio da Várzea está abandonado há muito tempo, mas ainda existem as marcas (sulcos) dos cascos das mulas no acesso, na margem direita do rio, e marcas profundas das rodas das carretas e do rastro do gado. Na margem esquerda, o passo dá para um lajeado. De lá as tropas seguiam pelos campos da Fazenda Rio da Várzea em direção a sede de Coqueiros do Sul, Igrejinha e Serra do Pontão, onde ganhava os campos do Pulador de Sarandi (Encruzilhada Natalino) e de lá seguia para Nonoai.

                Havia outro passo no Rio da Várzea que, se hoje ainda existisse, se localizaria nas terras que foram de Léu Ramos, hoje pertencem à Airton Klein. Este passo foi denominado de Passo do Guarapuava, em homenagem ao morador da margem do rio da Várzea que tinha uma pulperia, e depois botou uma balsa no rio.

                Consta que Guarapuava tinha uma cicatriz no rosto e a boca torta, resultado de um ferimento que sofrera num combate numa das revoluções de que participara.

                O passo do Guarapuava era mais seguro que o Passo do Umbu, mas o caminho dos tropeiros pouco foi alterado, pois logo alcançavam a estrada de Santa Terezinha, que demandava para Almirante Tamandaré do Sul. De lá mais tarde foi aberta uma picada onde as tropas seguiam rumo à Ponte Nova, subindo a serra à esquerda da BR 386 e saindo ao lado do antigo Patronato de Sarandi, no Beira campo, e de lá, sempre pela sombra do mato alcançava a estrada das tropas entre Esquina Natalino e Ronda Alta.

                Destaco que em termos de arrecadação de impostos a partir do ano de 1870, no município de Cruz Alta, a exportação de mulas, ultrapassou a arrecadação de impostos em relação a comercialização da erva-mate.

                E por meio desta pesquisa, presto singela homenagem aos tropeiros, que por meio deste importante trabalho, criaram as condições para o início do desenvolvimento e do progresso econômico e social da nossa região, bem como, do Brasil Meridional.

               

Carazinho, Semana Farroupilha de 2018.

 

* Adari Francisco Ecker é Advogado, Escritor e Filósofo. Sócio fundador da Academia Carazinhense de Letras e Sócio Correspondente em Carazinho da AMLERS.

                                                                                                                         

FONTES BIBLIOGRÁFICAS:

 

1. BORBA, Oney Barbosa. Canhão do Guartelá. Castro. Edição do Autor, 1991.

2. BORBA, Oney Barbosa. Os Iapoenses. 2ª Edição. Castro. Copirraite do Autor, 1986.

3. BUENO, Fidélis. Geografia Tropeira. Subsídios ou estudo do tropeirismo. Castro. Edição do Autor, 2008.

4. DINIZ, João Maria Ferraz. O Tropeirismo e o Pouso de Iapó. Museu do Tropeiro, Kluger Artes Gráficas. Castro/Pr.

5. ECKER, Adari Francisco. A Trilha dos Pioneiros, Passo Fundo : Berthier, 2007.

6. FLORES, Moacyr. Tropeirismo no Brasil. Ed. Nova Dimensão. Porto Alegre, 1998.

7. OLIVEIRA, Antonino Francisco Xavier e. Annaes do Município de Passo Fundo. V. II. Passo Fundo: UPF, 1990.

8. PONT, Raul. Campos Realengos. V. I. Porto Alegre: Edigal, 1986.

9. ROCHA, Prudêncio. A História de Cruz Alta. Tipografia Liderança, 1964.

10. RODERJAN, Roselys Velloso. "Raízes e Pioneiros do Planalto Médio" Coedição da Prefeitura Municipal de Carazinho/Universidade Passo Fundo/Empresa Jornalística Diário da Manhã. Carazinho, 1991.

11. SOARES, Mozart Pereira. Santo Antônio da Palmeira. Porto Alegre: Bels, 1974.

12. ZATTI, Carlos. O Paraná e o Paranismo, Versão E-book. Curitiba, Paraná, Categorias: Geografia E Historia, América Latina, o autor é membro do IHGPR. 2ª Edição, 2014.

 

 

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