Coluna Circulando e a política em Carazinho.

Eleições.

Ana Maria Leal
Julho 04/ 2018

Na iminência de uma eleição em que a enxurrada de votos brancos e nulos deve prevalecer como forma de protesto diante do comportamento de muitos dos nossos políticos, o tema foi abordado durante entrevista hoje no Lado a Lado desta quarta-feira (04) pelo estrategista político e membro da Associação Brasileira de Consultores Políticos (Abcop), Paulo Rogério Di Vicenzi.

Ele concordou que a tendência é essa mas lembrou que é importante esclarecer os eleitores de que é um gesto que não vai ter significado na eleição propriamente dita, em seus resultados.

''É inegável que o eleitor está mais desesperançoso do que na eleição anterior, o nível de frustração é mais elevado, acaba prejudicando sua disposição de ir à urnas, espera-se um percentual de votos inválidos maior do que na eleição anterior, mas o não comparecimento, ou o voto branco ou o nulo, todos ficam fora da conta que elege o candidato''.

Ele também coloca um fim em teorias que circulam em mensagens pelas redes sociais dando conta de que anular ou votar em branco pode suspender uma eleição:

''É um fator extremamente relevante lembrar às pessoas que não votar ou votar nulo não interfere na contagem de votos, não anula uma eleição, não tem poder de invalidar o pleito, será eleito aquele que tiver maior quantidade de votos válidos e ponto. Campanhas que se vê por ai de não vote, vote em branco, vote nulo, como maneira de protesto, é um protesto que não funciona, que não tem consistência pelas regras eleitorais porque o pois resultado será dado pelos votos válidos. Quem anular, não for votar, ou anular, vai ter que concordar com o que acontecer depois da eleição, não é o procedimento mais adequado se abster de escolher alguém por mais difícil que seja este trabalho. Tem que se buscar uma solução através da política, não virando as costas para o processo eleitoral''.



  

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