Coluna Circulando e a política em Carazinho.

Perdas e ganhos.

Ana Maria Leal
Julho 02/ 2018

Não é a primeira vez que o fato de Carazinho ter perdido o curso de formação de novos soldados da Brigada Militar e não receber anúncio de novos soldados motiva protestos no Legislativo.

Na sessão ordinária desta segunda-feira (02) novamente quem fez referência ao assunto foi o vereador Tenente Costa (PP) ao apelar pelo apoio as demais lideranças da comunidade a fim de que Carazinho não fique a ver navios enquanto cidades como Passo Fundo ganham efetivo.

Semanas atrás, na sessão de 18 de julho, ele admitiu que é muito triste ver vereadores de Passo Fundo agradecendo a um deputado de Carazinho o fato da cidade ganhar 30 novos policiais militares e ainda uma turma de formação de novos soldados, de 180 a 200.

"Não é uma crítica ao Márcio (Biolchi) até acho que ele não sabe, ou teria interferido em favor de Carazinho, porque em ano eleitoral ele não deixaria de nos mandar, no mínimo, de 5 a 10 brigadianos. E dizer que Carazinho não pode receber o curso de formação porque não tem linha de tiro é uma desculpa, porque bastava levar os alunos até Passo Fundo para essa prática, mantendo o curso aqui".

Pois Costa voltou a bater nessa tecla hoje dizendo que parece ter acabado a preocupação com a segurança pública em Carazinho, pois as lideranças e entidades da cidade não se mobilizam mais em torno do assunto, não tocam mais nele, foi totalmente esquecido.

"Não vejo mais ninguém cobrar efetivo em Carazinho, preciso do apoio deles de novo. Estou achando que é algo pessoal. Não podemos aceitar que Passo Fundo receba 30 policiais e Carazinho nenhum!"

Lembrou que câmara e prefeitura, por sua vez, são responsáveis pela aquisição de três novos veículos que está em andamento, uma caminhonete para a BM e dois carros para a polícia civil.

Mas viaturas precisam de pessoas para circular pela cidade, e quanto a efetivo, parece que Carazinho vai demorar para ouvir uma boa notícia.

Dizem, nos bastidores, que Passo Fundo está ganhando 30 PMs para compensar a desistência do governo em construir o novo presídio feminino em área próximo da divisa com Carazinho.

Perderam o presídio, mas ganham efetivo.

Carazinho conseguiu ficar sem o presídio, como era o objetivo manifestado em vários atos públicos que ocorreram no passado, desde o anúncio da obra, mas vai ficar sem presídio e sem efetivo.



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