Coluna Circulando e a política em Carazinho.

Sobrevida.

Ana Maria Leal
Junho 29/ 2018

A Eletrocar entra em uma nova fase a partir da gestão em que está adequada às exigências legais da Lei das Estatais.

A confiança e o entusiasmo dessa nova etapa ficaram evidentes durante a Assembleia Geral Extraordinária, tanto da parte do acionista majoritário, a prefeitura, quanto pelo grupo indicado e apresentado na ocasião para fazer a gestão, que inclui servidores da própria Eletrocar.

Como foi dito, são mais pessoas comprometidas e com isenção para definir os novos caminhos, a partir de critérios tanto técnicos quanto morais, mudando o perfil unicamente político de até então que só foi alterado por força da lei.

Antes da lei, todos sabem,  a Eletrocar era gerida a partir de acordos políticos resultantes das alianças vencedoras da eleição municipal. Previamente, muitas vezes, era decidido que partidos indicariam nomes para a diretoria e presidência.

Em determinado momento do seu pronunciamento, na Assembleia, o prefeito Milton Schmitz contou que conversando com seu secretário Lori iuis Bolesina soube que, no passado, em 2012, quando Bolesina esteve em um dos conselhos da Eletrocar, as reuniões do conselho eram só para aprovação de financiamento.

"Chega uma hora que explode! Chegamos ao governo e não fizemos nenhum financiamento desde aquele momento, e não tinha mais crédito para a Eletrocar, em lugar nenhum, e uma divida milionária do ICM para pagar todos os meses. Era uma bomba prontinha para explodir. A Eletrocar não tinha onde pegar crédito e o estado não financiava mais. A Eletrocar não resistiria mais 90 dias. Foi então que aconteceram duas coisas de Deus, a gestão fez algo muito importante, a venda das usinas, que minimizou a situação financeira, e com nossa articulação com o governo do estado conseguimos a repactuação da dívida. Hoje podemos dizer que a Eletrocar saiu da CTI, que foi para casa, mas é preciso continuar trabalhando forte para chegar num lucro operacional''.

O prefeito também considerou a passagem de Danilo Flores pela empresa, mesmo que curto, responsável por um grande legado, uma luz para a companhia, sem falar que em dois meses foi economizado o que seria pago a dois diretores (R$7.759,62 cada).

Milton lembrou que havia a possibilidade de os ex-diretores serem mantidos com mandados de segurança, e a empresa não atender as exigências legais, mas que não pensou em correr esse risco porque sabe que iria arcar com as consequências: ''Esse prefeito que está lá (na prefeitura) tem um pouquinho de patrimônio e está fazendo a coisa com toda a retidão do mundo''.

Claudio Quadros, assim como Danilo, foram elogiados pela competência para a função, assim como os demais nomes da diretoria e conselhos por se envolverem com uma causa nada fácil.

''O Claudio vai assoviar e chupar cana ao mesmo tempo, e com ele temos o custo apenas de um diretor financeiro, estamos cortando na carne mesmo, falando numa economia de R$ 200 mil ao ano, mas combinamos com ele de estar presidente até encontrarmos um presidente adequado, porque o fardo é bem pesado, acumular a diretoria técnica-comercial e a presidência é um fardo muito pesado'', pontuou o prefeito, que também fez questão de observar que a partir de agora no conselho não estão pessoas indicadas apenas para que tivessem uma remuneração, mas para ''contribuir com esse novo governo. A partir de hoje a Eletrocar embarca no mesmo barco que a prefeitura, com gente competente, comprometida, não que lá atrás não houvesse, mas está mais assegurada do seu futuro para um horizonte muito melhor. Isso é fazer gestão''.

O prefeito não fez rodeios ao resumir a gravidade da empresa quando se referiu à divida de em toro de R$ 77  milhões assumida em 2017: ''A Eletrocar estava de braços cruzados, só faltava estar deitada no caixão''.

Acredita que a viabilidade da empresa que muitos atestam existir vai prevalecer, serão cumpridos não só os requisitos da Lei das Estatais mas também para garantir a continuidade da concessão, já que não foi cogitado se desfazer da Eletrocar.

Na foto que fiz para o Circulando, o prefeito conversa, sob a galeria de ex-presidentes, com Leandro Garcia da Silva, um dos servidores concursados, Leandro Garcia da Silva, que integra o Conselho de Administração. 



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