Coluna Circulando e a política em Carazinho.

Quase vazio.

Ana Maria Leal
Junho 12/ 2018

Essa foto eu fiz logo que cheguei para a sessão da câmara de vereadores nesta segunda-feira, dia 11.

Plenário vazio. Com exceção de três profissionais de imprensa. Quatro comigo, e mais o Rodriguinho.

Depois disso até chegaram o professor Clóvis Nascimento, os emedebistas Mauro Locateli e Josélio Guerra, o Déio, e mais um profissional da imprensa.

Fora isso, ninguém mais em Carazinho saiu de casa para saber o que estão dizendo, defendendo, propondo, votando, os treze vereadores eleitos em outubro de 2016.

E o frio nem serve de desculpa, pois a noite não era de baixa temperatura, e a chuva chegou só por volta das 21h. A sessão começou por volta de 19h.

Até foi Mauro Locateli quem me fez refletir para algo que, de tão comum, já nem me chama mais a atenção.

Observou que as pessoas gostam muito de usar as redes sociais para criticar os políticos em geral, mas por outro lado não comparecem a um encontro semanal no qual podem saber o que estão fazendo os políticos da sua cidade.

Um vereador me disse que essa ausência independe do horário em que a sessão é realizada, diferente do que alguns podem pensar, ou seja, que haveria horários mais atrativos para ter casa cheia.

Pode ser, mesmo, que as pessoas (eleitores) estejam tão desanimadas com o comportamento de alguns representantes políticos pelo país que isso está refletindo no desinteresse também em Carazinho.

A maioria não quer saber de políticos. Há quem diga que sente orgulho em não votar há várias eleições. Alguém me disse ''eu não tenho nada a ver som isso tudo que está acontecendo porque há tempo não voto em ninguém''.

Pois é.

Mas outros votam, e independente de muitos eleitores não quererem nada com a política ou com os políticos, depois de 7 de outubro teremos 55 deputados eleitos para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, 513 deputados federais, 81 senadores, 1 governador para cada estado, e 1 presidente da República.

Eu arrisco dizer que eleitores que comparecerem a uma sessão da câmara de vereadores de Carazinho, podem, por exemplo, se surpreender. É a oportunidade de saber quem pensa o que, quem fala o que, quem defende o que, quem tem conhecimento sobre o que está sendo discutido, quem tem interesse pelo destino da cidade que está dependendo do seu voto, quem foi até lá disposto a participar das questões que envolvem a sua cidade, ou não.

Claro que esses eleitores podem sair de lá certos de que foi uma péssima ideia, nutrindo um índice de rejeição maior do que quando subiram as escadas do prédio.

Rejeição, diga-se de passagem, que já desponta em pesquisas sobre as eleições deste ano. O jornalista Políbio Braga divulgou hoje levantamento do Instituto Paraná Pesquisas no qual os pré-candidatos ao Palácio Piratini aparecem com rejeição de até 51%.

Alguém duvida que nossos eleitos já estão desde agora sendo avaliados pelos eleitores, seja lá, ou aqui?



 

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