Saúde

Arteriosclerose

Mauro Mazzutti
Março 22/ 2018

Arteriosclerose é o nome dado à doença que ocasiona o endurecimento e a diminuição do calibre das artérias. Isso acontece devido ao acúmulo de gordura, de cálcio e de outros elementos nesses vasos. A arteriosclerose provoca diminuição da oxigenação dos tecidos irrigados pela artéria comprometida e é um dos principais motivos de morte nos países ocidentais. É uma doença que pode atingir diversas artérias do nosso corpo e sua ocorrência está intimamente ligada à hipertensão arterial de longa duração sem qualquer tratamento.  

O risco de desenvolver a arteriosclerose aumenta para quem fuma, é diabético, sedentário, obeso, possui nível alto de colesterol ruim (LDL) e baixo nível de bom colesterol (HDL) e, também, quando possui casos da doença na família. A idade também influencia, sendo que a partir dos 50 anos o risco é maior. Os homens são predominantemente atingidos, pois as mulheres são beneficiadas pela ação cardioprotetora do hormônio estrogênio, até o início da menopausa. 

Muitos pacientes descobrem que são portadores da arteriosclerose quando realizam o teste ergométrico (teste da esteira) e outros exames de rotina no cardiologista. Porém, quando existe uma obstrução arterial importante - mais de 75% -, surgem os primeiros sintomas, que variam de acordo com a região corporal onde ocorrer o bloqueio. Por exemplo, se uma artéria do coração estiver com o fluxo reduzido, o sintoma será dor no peito ao realizar esforço físico. Se a obstrução ocorrer em uma artéria carótida (região do pescoço) podem surgir problemas visuais, desmaios e até derrames. Quando a redução da circulação for constatada nas artérias ilíacas, ou seja, aquelas que irrigam os membros inferiores, é provável que o paciente sinta dor ou ?manque? ao caminhar. Já a insuficiência renal pode ser sinal de entupimento nas artérias que irrigam os rins.

O exame para confirmação da arteriosclerose é o cateterismo; é através dele que é avaliada a função cardíaca e a saúde das artérias. O procedimento pode ainda visar intervenções terapêuticas, como por exemplo, a angioplastia, que consiste no desentupimento das artérias obstruídas por placas de gorduras, com a colocação de stent (pequeno dispositivo que expande a artéria e normaliza o fluxo sanguíneo). Próteses cardíacas também podem ser implantadas através do cateterismo. O procedimento é simples e de baixo risco, sendo que na maioria das vezes o paciente recebe alta no mesmo dia, após algumas horas de repouso. 

A arteriosclerose é uma doença que não tem cura, porém a evolução pode ser freada. Para isso, o acompanhamento médico e a mudança no estilo de vida são fundamentais, além de reduzir os níveis de colesterol (através de medicamentos e dieta), controlar rigorosamente a pressão arterial e a glicemia, e manter um peso adequado para sua altura e idade. O fumo deve ser abandonado, pois é extremamente prejudicial para o sistema cardiovascular. Os exercícios físicos de baixa intensidade são comprovadamente grandes aliados no combate à arteriosclerose, pois auxiliam a reduzir a degeneração dos vasos sanguíneos, ajudando a combater os radicais livres, além de melhorar o perfil lipídico, a glicemia e o peso do paciente. 

Abraços, Mauro. 



Compartilhe esta coluna em suas redes sociais