Coluna Circulando e a política em Carazinho.

Bafão.

Ana Maria Leal
Março 09/ 2018

Há tempos eu não via uma pessoa tão furiosa em razão de uma situação envolvendo a política.

E não podemos dizer que não tenha razão.

A notícia postada na manhã desta sexta-feira (09) no portal Gazeta sobre a filiação de Jari da Rocha, o Jarico, ao PCdoB, não repercutiu positivamente para os negócios da família e nem na própria família.

Quem veio até a sede do Grupo Gazeta me contar o que estava acontecendo e munida de um esclarecimento na ponta da língua foi Jaque César, sócia de Jarico na esfera sentimental e profissional, e cujo relacionamento envolve o estabelecimento que ambos tocam com vários funcionários e clientes, no centro de Carazinho.

Tarimbada na vida política pela experiência no PP ao longo dos últimos anos, ela fica com uma pulga atrás da orelha quando um político se aproxima do marido e sabe, como eu, que atos são tomados muitas vezes com o pensamento em outro propósito, seja a visibilidade, um apoio aqui e ali, enfim, na política nada é feito sem que se esteja pensando no que aquilo vai resultar.

Pois Jaque, sabedora que vínculos político possa desviar o foco dos negócios da família, se afastou do seu próprio partido e nem mais participa de encontros políticos e um exemplo foi sua ausência em reunião do PP nesta quinta-feira.

Como consta na notícia atualizando a filiação e postada na capa deste site, Jarico fez foto e encaminhou filiação ao PCdoB durante visita dos políticos da sigla ao seu estabelecimento, convencido de que isso facilitaria o encaminhamento de recursos para o esporte em Carazinho, já que tem essa ligação com atividades aqui realizadas, tira dinheiro do próprio bolso e traz da China, onde é treinador de uma equipe na Liga Nacional da China, material que é utilizado por escolinhas esportivas em Carazinho.

Eu acredito que ele tenha se deixado levar pela possibilidade de ver surgirem recursos para uma área de onde não sai nada, há bastante tempo.

Porém, talvez não soubesse que a divulgação seria feita e teria tamanha repercussão, por isso me informou que a desfiliação foi feita, já que o empreendimento implantado em Carazinho está em primeiro lugar e não pode escolher um partido e fechar portas a outros que também podem ajudar e cujos representantes também são seus clientes.

Não estou aqui acusando o deputado Juliano Roso ou o presidente da comissão provisória do PCdoB em Carazinho, Clairton Schardong, evidentemente, pois fizeram o seu papel, é natural anunciar nomes importantes que chegam a um partido, principalmente nos dias atuais em que menos pessoas respeitadas e admiradas associam seus nomes a siglas partidárias.

Pode ter havido o que em comunicação social é chamado 'um ruído na comunicação' entre eles, mas pelo que entendi, agora, mais clareza, impossível.





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