Saúde

A espiritualidade e a saúde

Mauro Mazzutti
Fevereiro 22/ 2018

O efeito da espiritualidade no organismo humano vem sendo estudado e documentado há muitos anos. Desde 1988, a OMS (Organização Mundial da Saúde) incluiu o aspecto espiritual no conceito multidimensional que compõe a nossa saúde; portanto, além dos fatores físicos, mentais e sociais, deve-se levar em conta a espiritualidade do paciente. Vários estudos comprovam que quem pratica a espiritualidade tem melhor qualidade de vida. Possuir crença divina ajuda a mobilizar energias e iniciativas positivas, e é por isso que na maioria das vezes as pessoas religiosas têm um estilo de vida mais saudável.

Segundo pesquisadores, a especialidade médica em que a presença da espiritualidade demonstra boa influência é na psiquiatria, comprovando que para termos saúde mental é importante haver significado e propósito nos eventos cotidianos, o que pode ser alcançado através da prática da fé. Para os mais céticos, trata-se de uma programação mental positiva, com a qual também são obtidos bons resultados. 

Outro ponto favorável para quem pratica algum tipo de espiritualidade é gastar menos com assistência médica devido à sua vida mais regrada no cumprimento das recomendações médicas; portanto, contribui para redução dos gastos governamentais com saúde pública.

Existem diversos relatos médicos que atribuem uma recuperação clínica mais rápida aos pacientes que realizam práticas espirituais, como oração - individual ou em grupo -, técnicas de relaxamento e pensamento positivo, por exemplo.  

Porém, somente a espiritualidade não é suficiente para ter boa saúde. É preciso lembrar que a religiosidade é apenas um dos diversos aspectos que compõe a saúde do indivíduo. Ter fé não pode explicar atitudes nocivas à saúde. Seguir as recomendações dos profissionais de saúde continua sendo o mais importante: alimentar-se de maneira correta, praticar exercícios físicos, consultar o médico regularmente, tomar o medicamento na hora certa e ter uma prática espiritual podem ser os caminhos para uma vida longa e até mais feliz. A religião e a ciência podem caminhar juntas, desde que uma nunca subestime a outra. Abraços, Mauro.


 


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