Pery Sommer Pereira.

ELES ESTRAGAM A ESTRADA DELES

Ouvinte
Dezembro 29/ 2017

Ainda nesta quarta  (27.12.2017) entre cinco e seis horas da manhã, como de hábito escutando noticias pela Rádio Gaúcha, ouvi como comentário mais forte o que falou sobre a situação calamitosa, principalmente para tráfego de carros menores nas nossas principais rodovias do país. É uma vergonha.

Quem as estraga mais? Exatamente os caminhões (bi trens) e outros com excesso de peso afundando o asfalto principalmente nos consertos tapa buracos formando camaleões no centro da pista e/ou nas laterais junto aos precários acostamentos quando existem. Dias chuvosos ou à noite o risco será sempre eminente causando altos prejuízos com pneus, rodas e a própria suspensão dos veículos. Existem trechos em que não tem mais buraco por falta de espaço e um dos exemplos é Bossoroca - Santiago, RS. Não existem mais balanças conferindo peso e foram retiradas possivelmente por estarem superadas. No mundo moderno existem em funcionamento (inclusive no Chile, Argentina, México e outros) esteiras/balanças de alta precisão para tonelagem maior e/ou sapatas para carros menores, moveis. Sendo assim o trabalho de fiscalização se processa com incertas nos pontos diversos mais estratégicos. Claro que neste caso tanto proprietários de transportadoras e seus motoristas e autônomos pensarão melhor diante da maior possibilidade de serem pegos pela fiscalização que não esta existindo segundo a rádio informante citada acima. Exemplo possível; uma carreta ou Bi trem poderá sair de São Borja ou qualquer outro local distante do Porto de Rio Grande com 50 toneladas levando duas notas de aproximados 25 toneladas. Faz a primeira e única pesagem oficial que é no dito porto e no dia seguinte busca nas proximidades em algum armazém (silo) a outra parte com a segunda nota. Não existindo fiscalização possivelmente em 90% do trajeto desde a origem ao destino, sem duvidas será um bom negocio.

Levanto uma modesta opinião/hipótese baseado no que escutei hoje no rádio. Espero que um dia se algo assim acontecer, venha uma minuciosa fiscalização nos faturamentos para o exterior.

Poderá ate surgir o argumento de que se assim não proceder, haverá grande prejuízo no escoamento de safras destinadas a diversos países.

Vamos combinar; de quem será o primeiro e maior direito a usufruir estradas em condições no Brasil ?  O cidadão ou a ganância ?

A mais de sessenta anos demos preferência a rodovias para o transporte por caminhão, abriram-se as portas e o programa andou. Simultaneamente viramos as costas para ferrovias e aí esta o resultado; Política não usada em países de primeiro mundo.

Agora é rezar e torcer para virarmos a pagina e entrarmos em nova era com economia sustentável e racional.  Até sempre.

Pery Sommer Pereira - ''Viajante no  Mercosul''.

www.conesulemnoticias.blogspot.com





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