Coluna Circulando e a política em Carazinho.

Mais de R$ 1 milhão.

Ana Maria Leal
Dezembro 06/ 2017

A justiça determinou que dois ex-prefeitos de Carazinho devolvam aos cofres públicos, cada um, R$ 1 milhão. A soma correta atinge pouco mais de R$ 1 milhão e diz respeito a Aylton Magalhães (PP) e Renato Suss, então PDT mas hoje sem partido.

Eles são réus numa Ação Coletiva/Ação Civil de Improbidade Administrativa envolvendo suas gestões e o contrato entre município e Hospital de Caridade de Carazinho (HCC).

Houve apontamentos do Tribunal de Contas do Estado referentes aos valores repassados pelo município ao hospital. O entendimento foi que o município pagou mas o hospital não explicou a produção referente a esses valores. Ou seja, que o valor repassado pelo município para hospital prestar serviços à população era maior do que o relatado pela instituição de saúde ao prestar contas ao município sobre esses serviços.

Ainda, no entendimento do Tribunal, o hospital estaria devendo ao município, por, digamos assim, receber um valor ''x'' e apresentar uma produção ''y''.

Diante disso, o Tribunal determinou ao município de Carazinho que cobrasse do hospital a diferença referente à esses anos (finais da gestão de Aylton e iniciais da gestão do sucessor Renato).

O município de Carazinho procedeu a cobrança em dívida ativa, via judicial.

Neste momento, porém, quando recebeu do Tribunal de Contas essas informações o Ministério Público entendeu que quem tem que devolver dinheiro aos cofres públicos não é o hospital, mas os ex-gestores, e os está cobrando através da ação ajuizada.

Pelo que soube, adversários na disputa política do passado, Aylton e Renato tem conversado para trocar informações sobre a defesa que seus advogados estão fazendo da causa envolvendo seus nomes.

Além dessa situação, o ex-prefeito Renato tem outra ação de improbidade que pede devolução de R$ 65 mil, referente a pagamento de insalubridade de alguns funcionários.



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