Coluna dos apaixonados pelo Colorado

Alívio e apreensão

Anderson Amaral
Novembro 21/ 2017

A garantia de acesso à primeira divisão em 2018 veio sem pompas e festejos. O empate contra o Oeste, obtido a duras penas, serviu como Adeus para a segunda divisão, mas, ao mesmo tempo, nos fez refletir sobre o que nos espera o próximo ano.

As últimas atuações do colorado levaram a direção a demitir o técnico Guto Ferreira. Segundo os dirigentes, a saída do treinador se deu pelo conjunto de péssimas atuações, principalmente no Beira Rio, onde o time poderia ter obtido a classificação antecipada em no mínimo 5 rodadas, além de garantir a primeira colocação.

Não se pode dizer que a Direção agiu de forma errada, pois realmente a ansiedade pelo acesso  se transformou em pavor, inclusive colocando em cheque a própria classificação.

Ao assumir o comando técnico, o técnico interino Odair Hellmann, adotou um esquema tático mais conservador, com vistas a possibilitar a classificação, mesmo que com apenas um empate, contra o fraco Oeste. Mas a classificação veio e no último sábado o time obteve uma vitória contra o Goiás, no Serra Dourada. 

No próximo sábado, com o Beira Rio novamente lotado, pois a torcida em momento algum abandonou o time, mesmo com atuações fracas, enfrentaremos o Guarani de Campinas ainda sonhando com o título da Série B. É claro que somente a vitória não garante a conquista, pois o América Mineiro não pode ganhar seu jogo contra o CRB, em seus domínios.

Sempre a classificação foi o objetivo maior do Internacional em 2017, mas acaso o título vier, não deixa de ser uma conquista, no que pese os altos e baixos da campanha na segunda divisão.

Aliviados que estamos com a classificação, surgem as dúvidas e questionamentos sobre o time e comando técnico para o ano que se aproxima. Vários treinadores são cogitados, como Abel Braga, Roger e Luxemburgo, o qual, nesta semana, em entrevista na FOXSPORTS, declarou que existem dois times que ainda gostaria de dirigir antes de encerrar sua carreira, o São Paulo e o Internacional, onde jogou e mantém grande apreço.

De qualquer forma, independente de quem seja o comandante técnico, deverá ocorrer o acréscimo de jogadores de qualidade, para suprir as inúmeras carências que vão da defesa, passam pelo meio campo e terminam no ataque. Sabemos que a direção terá muito trabalho, porque quase 30 jogadores emprestados em 2017 irão retornar, vários dos quais com salários altíssimos, como é o caso de Anderson e Seijas, mas que não tem condições de jogar no time principal.

O alívio da classificação sequer foi comemorada diante da incerteza do ano que vem. As dificuldades da Série A pressupõe um time mais equilibrado para que 2018 não nos proporcionem aflição maior do que o ano de 2016, onde perecemos de forma vexatória.

Torceremos sábado pelo título mas com o pensamento focado na reformulação para 2018.


Grande Abraço. 




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