Saúde em debate

Hemorroidas

Mauro Mazzutti
Maio 16/ 2017

As hemorroidas são veias dilatadas e doloridas que se formam ao redor do ânus e do reto. A maioria dos pacientes tem vergonha - por falta de conhecimento - de buscar ajuda profissional e passam a conviver com os sintomas, sofrendo por longos períodos. Muitos procuram a cura através de remédios caseiros e do conhecimento popular (amigos, vizinhos, balconistas de farmácia...). Em grande parte dos casos esse comportamento não dá resultado e grau do problema costuma aumentar.  

As hemorroidas afetam cerca de 5% da população e é mais frequente entre 45 e 65 anos. Homens e mulheres são igualmente atingidos. A causa mais frequente é a dificuldade e o esforço para evacuar. Também costumam ser alvo da doença pessoas que passam muito tempo em pé ou sentadas, obesas, grávidas e as que têm histórico na família. 

As hemorroidas podem ser internas, quando ocorrem dentro do ânus ou na parte inicial do reto, ou ainda, externas, quando se projetam para fora do ânus. Os principais sintomas são: dor anal (principalmente quando está sentado), coceira, presença de sangue no papel higiênico, nas fezes ou no vaso sanitário, dor para evacuar e inchaço local. 

A busca do paciente pelo auxilio médico é um grande passo, pois se trata da transposição de uma forte barreira cultural: submeter-se ao exame físico. De grande importância, este exame norteia o tratamento médico e exclui a possibilidade de outras doenças anorretais. A consulta consiste também, na investigação dos hábitos alimentares e intestinais do paciente; estes aspectos são fundamentais, pois podem desencadear crises hemorroidárias.

Uma das primeiras medidas para tratar essa doença é o aumento da ingestão de água e fibras. Essas ações promovem melhora no sintomático dos portadores de hemorroidas e é a medida mais indicada para mulheres grávidas que sofrem com o problema, bem como para população em geral que não quer passar por dificuldades na hora de evacuar. Se não houver melhora com a regularização intestinal, podem ainda ser prescritos banhos de assento com água morna e pomadas que contenham em sua formulação anestésicos e anti-inflamatórios. Fármacos orais que auxiliem na circulação e analgésicos, também podem ser indicados. O tratamento depende ainda do grau em que se encontra a doença - podendo ir do grau 1 ao 4 -, onde no estágio mais avançado há sangramento e prolapso retal (exteriorização de parte do reto) que não regride com auxílio manual - para estes casos a cirurgia acaba sendo a melhor opção.

Mesmo quando o sucesso no tratamento é alcançado, algumas medidas permanentes devem ser adotadas no intuito de evitar o retorno dos sintomas: realizar uma dieta rica em fibras (30g por dia), beber de oito a dez copos de água por dia, evitar uso de papel higiênico e em substituição utilizar a ducha higiênica, reduzir consumo de comidas apimentadas e bebidas alcoólicas, criar um hábito intestinal e nunca ignorar a vontade de evacuar. O exercício físico também está indicado, pois melhora o trânsito intestinal. Abraços, Mauro.



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