O vírus da gripe é dividido em três tipos: A, B e C, sendo que os dois últimos resultam em variações que atingem os humanos.

Influenza

Mauro Mazzutti
Abril 04/ 2017

Conhecida popularmente por gripe, a influenza é uma doença respiratória febril aguda, que ocorre em surtos anuais de gravidade variável e causa epidemias mundiais imprevisíveis. O vírus da gripe, que é altamente contagioso, propaga-se especialmente no inverno, onde há aglomeração de pessoas e consequente troca (involuntária) de secreções respiratórias, tais como fala, tosse e/ou espirros. A OMS estima que 10% a 20% da população contraem gripe uma vez por ano.

A pandemia de gripe mais conhecida (gripe espanhola), ocorreu em 1918 e vitimou mais de 40 milhões de pessoas. Mesmo após quase 100 anos, a gripe continua vitimando pessoas e levando governos a gastar milhões com internações hospitalares, decorrentes do agravamento da doença. Em 2009, determinado tipo de gripe (H1N1) levou a óbito mais de 12 mil pessoas em todo o mundo.

O vírus da gripe é dividido em três tipos: A, B e C, sendo que os dois últimos resultam em variações que atingem os humanos, e os do tipo A afetam, predominantemente, os animais (aves, suínos, cavalos, mamíferos marinhos, felinos e cães). Para esses três tipos de gripe, podem ocorrer combinações que resultam em patógenos transmissíveis ao homem, caso da H1N1, quando houve a combinação de gripe suína com gripe humana. Outro exemplo é o da gripe aviária (H5N1), quando ocorreu a combinação de um vírus influenza de aves com o de humanos, resultando em um vírus de alta letalidade (51% dos casos). Além disso, o vírus da gripe é o único que é mutante ? entre os respiratórios -, podendo se alterar estruturalmente, sendo, portanto, necessária realização de vacina anual.

Os sintomas da gripe se assemelham a varias doenças respiratórias: febre, dores no corpo, na cabeça, na garganta, cansaço, perda do apetite e mal-estar são fortes indícios de que uma gripe foi contraída e são sentidos nos dois primeiros dias. Posteriormente, os sintomas respiratórios aparecem: tosse seca, espirros e nariz escorrendo (coriza). O médico deve ser procurado de imediato, especialmente, quando houver dificuldade respiratória, pois pode ser sinal de gripe A (H1N1). As complicações da gripe incluem o aparecimento de bactérias oportunistas, como a da pneumonia, sendo motivo para internação hospitalar e de risco de morte.

Pacientes asmáticos, diabéticos, hipertensos, idosos, gestantes e crianças (de seis meses a menores de 5 anos) são considerados de alto risco e têm prioridade nas campanhas de vacinação. Trabalhadores de saúde, obesos, transplantados, população indígena e carcerária também são alvos dessa campanha.  Os grupos são escolhidos por terem mais chance de agravamento da doença.

A imunização é a única forma de evitar a doença, conferindo proteção entre 80 e 90%, portanto, mesmo com a vacinação em dia, há chance de contrair gripe; as medidas de higiene não podem ser esquecidas: lavar as mãos frequentemente (ou utilizar álcool gel), evitar levar as mãos aos olhos, à boca e ao nariz, não compartilhar objetos como talheres e copos e, quando for espirrar ou tossir, usar um lenço descartável ou a dobra do braço.  Lembrar que após a vacinação o organismo demora pelo menos duas semanas para desenvolver os anticorpos que evitam a doença.

Para a gripe comum, medicamentos analgésicos, antitérmicos e descongestionantes ajudam a controlar os sintomas, porém, quando existe suspeita de gripe A, o tratamento é com o medicamento Tamiflu? (por prescrição médica) que inibe a replicação do vírus, reduzindo assim, a mortalidade nessa doença. Além disso, o médico deve preencher um protocolo de notificação ao Ministério da Saúde.

Ganhe tempo! Vacine-se o quanto antes contra a gripe.

Abraços, Mauro.

 




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