Coluna Circulando e a política atual.

Distritos.

Ana Maria Leal
Agosto 04/ 2021

O secretário de Desenvolvimento Charles Setti falou na semana passada em entrevista para a Rádio Gazeta que, após vistoria in loco de fiscal da Fepam, até o final deste ano Carazinho terá Licença de Operação para o distrito industrial Iron Albuquerque.

Lembrou que desde 2004 o distrito passa por essa questão judicial, estava com a licença prévia (LP), aguardando a Licença de Instalação (LP) e a seguir a Licença de Operação (LO).

''O fiscal da Fepam viu que o distrito estava bem mais adiantado, e ele achava que não tinha nada, mas viu a estrutura, 800 metros de asfalto, energia Led, e água instalada, sistema hidráulico, um distrito pronto, e autorizou a Licença de Operação, paga já pela prefeitura'' explicou Charles.

Após todas as licenças ok, será possível a abertura de edital para chamamento das empresas que aguardam para se instalar no local.

Apesar dessa perspectiva positiva, um outro aspecto do distrito foi assunto na câmara de vereadores nesta semana: o lugar se tornou, com o passar dos anos, área de treino e prática de esportes com motos.

Pessoas que não querem ficar sem ter onde dar andamento a essa atividade.

Foi o emedebista Márcio Guarapa quem trouxe o assunto à tona, dizendo ter sido procurado por grupo de trilheiros que usam o lugar como pista de motocross, e que, com a liberação iminente do distrito, querem do poder público uma alternativa para dar continuidade à sua rotina:

''Peço apoio de cada um aqui (vereadores) pra, em ação conjunta, arrumar uma área em que possam ter pista para exercer a prática desse esporte. Tinha uma negociação com o Parque da Várzea, não evoluiu aquela negociação, mas vamos dar um empurrãozinho ao município, e o quanto antes essa solução. Em breve vão abrir ruas para aquelas empresas no distrito, e que já tenhamos a solução para os motoqueiros''.

Segundo Guarapa são mais de 4 mil motoqueiros em atividade esportiva em Carazinho, e não poderão permanecer no distrito.

Outros vereadores também foram procurados para que encontrem uma saída.

O pedetista Bruno Berté foi um deles e se colocou à disposição para auxiliar.

Conforme o emedebista Deninson da Costa, a solução para esse assunto já foi encontrada e está, sim, no Parque da Várzea. Disse que lá existe uma área, um traçado, inclusive, com as condições apropriadas para o esporte, e que seguem, sim, as tratativas para essa liberação.

''O sindicato rural ficará com uma parte e o resto vai retornar ao município, e a ideia é chamar esse pessoal, não só das motos, mas outros, para ter suas sedes no parque'', informou ele.

Com esse andamento, a expectativa é de que se consiga realocar essas pessoas antes da utilização do distrito pelas empresas, que, como acredita o secretário Charles, será antes de findar 2021.


(Da esquerda para a direita: Charles Setti, Deninson da Costa, Marcio Guarapa e Bruno Berté).




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