Coluna Circulando e a política em Carazinho.

Fundo partidário.

Ana Maria Leal
Junho 22/ 2018

O vereador Ivomar de Andrade, o Tomate (PTB), falou hoje (22) em entrevista para o Lado a Lado o quanto a questão financeira vai afastar pretensos candidatos da disputa nas eleições de outubro deste ano.

Previu que Carazinho vai acabar não tendo nenhum candidato a deputado estadual.

Disse que a desistência de Flávio Lammel, presidente do PTB local, foi uma surpresa, e diz que muitos vão seguir esse caminho em razão dos altos custos de uma campanha eleitoral.

''Vou fazer uma critica a questão das cúpulas partidárias a nível de estado e federal, independente do meu partido, o fundo partidário, que não é pouco dinheiro, vai ficar com os velhos candidatos de sempre, se distribui a nível federal, e, no máximo, nível estadual, daqueles que são escolhidos. Muitas pessoas são contra o financiamento de campanha, mas possibilitaria a participação de candidatos que tem menos recursos financeiros, e que não tem patrocinadores empresariais, e não digam que não patrocinam,  que patrocinam, quem eles tem interesse''.

Tomate tem certeza de que a questão financeira vai continuar tirando muitos nomes da disputa. ''Esbarra na questão financeira, esbarra na questão do repasse de participação dos pré-candidatos dentro do fundo, e aqueles que estão no poder não vão querer sair, são estratégias que acabam restringindo o surgimento de novos candidatos. Essa condução limita cada vez mais a entrada de outras opções, novos nomes na politica, já coloca algumas barreiras, dizem que não tem barreiras, tem, sim, limita opções novas, e aí vem o perigo de uma reeleição desses que estão no poder''.

E terminou com um alerta:

''E o voto branco e nulo, do eleitor que não quer votar, digo que é um erro. Se tiver só mil votos em Carazinho, e 48 mil não votarem, vão ser computados os mil votos, e esses serão os válidos e não os nulos e em branco''.

Sobre os números do Fundo Partidário para as eleições deste ano, a divulgação ocorreu no início desta semana pelo Tribunal Superior Eleitoral. O total é de R$ 1.716.209.431,00 para os 35 partidos com registro no TSE

Vamos relembrar:

O MDB vai ficar com a maior fatia, R$ 234,2 milhões, porque a distribuição segue o número de eleitos na câmara dos deputados e no senado.

A seguir está o PT, com 212,2 milhões, e o PSDB, com R$ 185,8 milhões.

Logo após aparecem o PP, R$ 131 milhões, e o PSB, R$ 118,7 milhões.

Aqui tem uma relação para quem quer conferir o montante partido por partido. 



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